Interação e Usabilidade


O humor é virtual

TV

Estava lendo uma repostagem na Revista Vida Simples que achei muito interessante. Ela trata o preconceito que temos a respeito de novas tecnologias. Abaixo segue a reportagem transcrita.

Mas a risada é bem real em tempos de internet

por Leandro Sarmatz

A televisão matou a janela (como dizia Nelson Rodrigues)? Pouco provável. São raras as ocasiões em que a chegada de um novo meio aniquila o anterior. Certamente o advento do cinema falado fez mal aos atores de cinema mudo que não tinham “voz” para a telona (episódio que é recuperado, em tom de comédia, no clássico Cantando na Chuva). E o humor em tempos de internet, que é dele? Há duas formas de ver a questão. Por um lado, a internet - em sites estilo Youtube - está dispensando a narrativa, uma vez que basta se conectar para ver determinada situação hilária. Esse, pois, foi o resultado de uma pesquisa feita recentemente na Inglaterra. Assim: aquela conversa de segunda-feira na firma, quando alguém narrava longamente, e com detalhes, que viu na TV como um sujeito acima do peso tropeçava na neve e era quase abocanhado por um urso branco, sumiu do mapa. Para que contar, se é possível ver? Aqui jaz a anedota, concluiu pesquisa. Por outro lado, nunca se conviveu com tanto humor. Ligue o computador e comprove: há cada vez mais sites e blogs experimentando um novo humor - muitas vezes absorvido pelas mídias tradicionais, como a TV e o cinema. São esquetes, montagens capciosas de imagens de celebridades em momentos constrangedores, paródias de notícias. Deboche correndo solto na rede. Pois o homem é o único animal que ri, dizia Aristóteles. Ri e se conecta.”

Fonte : Revista Vida Simples

Conforme comentado no trecho acima, as novas tecnologias não apagam conceitos já definidos, eles somente sofrem uma evolução ou acrescentam uma nova oportunidade. Com o advento da internet mudamos o conceito de relacionamento, passamos a nos relacionar com pessoas de diferentes países, de locais remotos que nem havíamos pensado em chegar, mas a conversa olho no olho continua, não viramos robôs conforme os filmes de ficção científica onde nem apertaríamos mais as mãos e todo o contato feito entre os seres humanos seria de forma virtual. Temos que passar a ver as novas tecnologias como uma forma de evolução, de melhoria de hábitos que temos atualmente. Não podemos ser barristas. O mesmo irá acontecer com a TV Digital, será acrecentado alguns conceitos novos e os antigos sofreram alguma evolução.

É claro que tudo que é novo causa espanto e gera uma repulsa num primeiro momento, mas se tivermos a mentalidade de que com uma tecnologia nova aumentamos os nossos horizontes e com isso podemos ter maiores oportunidades, seja ela profissional ou pessoal. Espero sinceramente que a TV Digital seja bem aceita e seja usada ao máximo o seu potencial de levar conhecimento a população brasileira. Assim alcançando uma das metas iniciais do projeto do Sistema Brasileiro de TV Digital(SBTVD) que é a inclusão digital.


Tv Justiça

justiça

Desde o dia 18 de abril, está no ar em São Paulo, em caráter experimental, o canal digital da TV Justiça. Número 67 no seletor. Durante a cerimônia de início das transmissões, a ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a intenção de, no futuro, explorar a interatividade do novo meio de comunicação entre o Poder Judiciário e a população brasileira. A nova tecnologia possibilitará, por exemplo, o envio de petições pela TV e a realização de audiências públicas interativas.

Ellen Gracie lembrou também dos benefícios para o aperfeiçoamento do Poder Judiciário.

“Perfeitamente interativa, a TV Digital vai nos possibilitar educação à distância e a realização de teleconferência e a possibilidade dessa formação continuada dos magistrados com muito maior dinamismo”, disse ela.

Na última quarta-feira, 16 de abril, a TV Justiça também iniciou as transmissões digitais em Brasília, no canal 52. Com isso, passa a ser primeira emissora de TV 100% pública do país a oferecer na TV digital, já que a TV Cultura é gerida por uma fundação sem fins lucrativos que recebe recursos públicos,do governo de São Paulo, e privados, através de propagandas, apoios culturais e doações.

A fase experimental deve durar um ano. Período em que a transmissão digital da TV Justiça passará por ajustes técnicos e operacionais, e por experiências com multiprogramação e interatividade. Nesse período, a emissora utilizará um transmissor de baixa potência – 200 watts. O investimento está estimado em R$ 600 mil durante os próximos 12 meses.

Fonte: Coluna Circuito


Mais um receptor USB para TV Digital

Leardership também está no mercado de TV Digital pelo PC.

Esse está no mercado sem muita mídia, encontrei nos sites de compra.

E as caracterícas principais são:

- Totalmente compatível com o padrão de TV digital brasileiro.

- Assista a programação da TV Digital diretamente no seu PC ou notebook.

- Total mobilidade permitindo assistir TV Digital a qualquer hora e em qualquer lugar com seu notebook.

- Permite gravar a programação da TV diretamente no HD.

- Permite agendamento de gravações.

- Função Time Shifiting que permite utilizar a função pause em programas de TV.

- Acompanha duas antenas, sendo uma mini retrátil para mobilidade e outra de alta sensibilidade para locais com sinal baixo.

- Sintonia automática de canais.

- Acompanha o software Presto! PVR Monitor

- Conexão via porta USB.

A Leardeship entrou no mercado sem fazer muito barulho, mas está entre um dos primeiros a oferecer compatibilidade no com o padrão brasileiro. Só falta testar para verificar a qualidade do sinal que esse produto recebe.

Veja também outros posts de receptores USB para TV Digital


Interatividade

Depois de inúmeros posts de notícias voltamos um pouco aos conceitos.

Segundo Pierre Lévy, autor de Cibercultura, “o termo ‘interatividade’ em geral resssalta a participação ativa do baneficiário de uma transação de informação. … Mesmo sentado na frente de uma televisão sem controle remoto, o destinatário decodifica, interpreta, participa, mobiliza seu sistema nervoso de muitas maneiras, e sempre de forma diferente de seu vizinho. … A possibilidade de repropriação e de recombinação material da mensagem por seu receptor é parâmetro fundamental para avaliar o grau de interatividade do produto. … No caso da televisão, a digitalização da emissora do lado do receptor: escolha da câmera que filma o evento, possibilidade de ampliar imagens, alternância personalizada entre imagens e comentários, seleção de comentaristas etc.”

Então acompanhando o pensamento do autor temos graus de interatividade e possibilitar ao telespectador de TV analógica passar de um nível baixo para o mais alto grau que a TV Digital pode possibilitar. Implica em observar inúmeros fatores que essa mudança trás e entender como um problema a ser solucionado, delimitando os efeitos esperados deste novo grau de interação, a fim de conseguir uma boa usabilidade do sistema e fazer com que o usuário deixe de apenas decodificar os sinais enviados pelos programas de TV na hora enviada e faça com ele mude de postura e tire o maior proveito possível dessa tecnologia que está começando a entrar em uso no Brasil.

Os graus mais altos de interatividade ainda irão demorar a serem oferecidos por aqui, mas em outro post já foi comentado quais os níveis que serão possíveis ter em sua TV Digital.


Interface, mais um conceito

Segundo Steven, (2001) interface pode ser descrita como : “Em seu sentido mais simples, se refere a softwares que dão forma à interação entre usuário e computador. A interface atua como uma espécie de tradutor, mediando entre as duas partes, tornando uma sensível para a outra. Em outras palavras, a relação governada pela interface é uma relação semântica, caracterizada por significado e expressão não pela força física”. Essa interface se expande também a outros dispositivos eletrônicos, além do computador.

A interface da TV já é conhecida pelo usuário e na população brasileira, está fortemente infiltrada nos lares, sendo um dos eletrônicos “indispensáveis”, conforme aponta uma pesquisa do IBGE (2005) onde diz que está presente em 90% dos lares. Porém agora a TV brasileira irá incorporar novas funcionalidades evoluindo no sentido de qualidade do serviço oferecido, sofrendo assim uma mudança no aspecto de comportamento do usuário em relação a esta nova tecnologia, que irá passar a interferir no conteúdo, podendo modificar, opinar, escolher, entre outras ações, na programação disponibilizada e além disso terá acesso a novos serviços como t-learning, t-comerce etc.

Fonte:

*INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios- PNAD: síntese de indicadores. Rio de Janeiro. 2005

*STEVEN, Johnson Cultura da interface: Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Tradução: Maria Luíza X. A. Borges – Rio de Janeiro, Ed. Jorge Zahar. 2001


T-Government

Insenção de Imposto de Renda

Durante o evento Mostra TIC 2008, que será realizado de 22 a 24 de abril em Brasília a HXD iTV vai entregar a receita federal uma aplicação que torna possível a declaração de imposto de renda de isentos pela televisão. A solução, que vai ser disponibilizada como software público e será doada ao Governo Federal, foi desenvolvida em NCL, linguagem que pode ser executada equipamentos que possuem o middleware Ginga, padrão do sistema brasileiro de TV digital terrestre.

De acordo com Salustiano Fagundes, diretor-presidente da empresa, “a iniciativa surgiu porque queremos incentivar o uso efetivo da TV digital como ferramenta de t-government, levando serviços aos cidadãos. É importante a ampla penetração que a TV tem no Brasil seja aproveitada também para se promover ações de inclusão digital”.

As transmissões de TV digital aberta no Brasil tiveram início no dia 2 de dezembro do ano passado na cidade de São Paulo e este ano deverá chegar em pelo menos mais duas capitais: Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Embora tenha começado sem interatividade nos receptores e sido alvo de críticas quanto aos preços dos equipamentos, para Fagundes a popularização da TV digital será inevitável. “Nenhuma nova tecnologia começou barata e com muitos usuários. Foi assim com o celular e com os computadores, por exemplo. Isso é um processo gradual e acredito no barateamento dos conversores. Também acredito que o uso do Ginga será uma realidade mais cedo do que se imaginava e que já será possível fazermos alguns níveis de interatividade a partir do segundo semestre de 2008″.

A HXD Interactive Television surgiu com evolução da divisão de TV digital da Hirix Engenharia de Software, tendo sido a primeira empresa brasileira criada comfoco exclusivo no desenvolvimento de soluções interativas para a TVdigital e possui escritórios em Brasília, São Paulo e Natal.

Foi também a primeira empresa a tornar viável a transmissão comercial de uma aplicação interativa em sinal aberto no país, em um evento promovido pela Caixa Econômica em dezembro de 2007 onde foi apresentada uma solução de simulação de crédito imobiliário pela TV.

A solução de imposto de renda será demonstrada durante a abertura do evento em uma transmissão experimental, utilizando receptor comercial da Aiko com uma implementação customizada do Ginga-NCL feita pela Mopa Embedded Systems, empresa formada por ex-alunos da UFPB e UFRN.

Notícia retirada do Portal do Sotware Público aqui

Maiores informação no site da empresa HXD


Receptor de TV Digital móvel

MobTV

Já está no mercado desde dezembro o MobTV, da Tectoy.

O produto, chamado MobTV, segue o padrão 1 Seg (One-Seg), adotado no Japão para a transmissão de TV para equipamentos portáteis, como notebooks e celulares. Nele, o vídeo é transmitido no formato MPEG-4, com resolução de 320 por 240 pixels.

O MobTV é do tamanho de um pen drive e tem uma antena retrátil. Ele vem com um software que permite gravar a programação da TV no disco rígido e pausar a transmissão ao vivo.

Compatível com Windows XP e Vista, o MobTV realiza a busca automática de canais, exibe o vídeo com três opções de tamanho de tela e consegue reproduzir legendas, se as emissoras disponibilizarem o recurso.

O primeiro lote do produto, com cerca de quatro mil unidades, será fabricado pela Trywin e importado do Japão.

O MobTV custará 369 reais e chegará ao mercado em dezembro de 2007. A Tectoy pretende começar a fabricar o receptor em Manaus a partir de janeiro de 2008.

Site oficial

Para ler mais a respeito clique aqui ou aqui


Atualização do software do Set top box do Positivo

positivo

Notícia retirada do site mnagano

A versão analisada foi a 1.6.1 e não traz muitas novidades em termos de recursos, e sim vários ajustes e correções que melhoram em muito a experiência de uso do DigiTV. Elas se concentram principalmente no procedimento de programação das estações, que trocou aquela cabalística barra de pontos (que você nunca sabia se a varredura tinha acabado ou se o receptor travou) por uma escala de porcentagem de 0 a 100%.

O novo firmware também ignora os canais 1-seg e apresenta apenas os canais HD na ordem numérica e não na ordem de sintonização. Por exemplo, na versão 1.4.4 - aqui em São Bernardo - o canais eram apresentados na seguinte ordem: Globo HD, Globo 1-seg, Bandeirantes HD (sem som), Bandeirantes 1-seg (com som), SBT HD, SBT 1-seg, RedeTV HD, Rede TV 1-seg, MTV HD, MTV 1-seg.

Agora eles são apresentados na ordem dos canais VHF: SBT HD, Globo HD, RedeTV HD, Bandeirantes HD e MTV HD.

Até onde eu saiba, o aumento da captura de canais foi possível baixando o limite mínimo da qualidade de sinal que antes estava acima de 90%. Se a qualidade não estivesse melhor do que ótimo, o firmware simplesmente ignorava aquele canal.

Também notei que o sintonizador agora apresenta alguns dados da programação na tela, como nome do programa, sua duração e até a próxima atração.

Para atualizar, visite o site da Positivo


Semp Toshiba irá lançar em maio celular com receptor para TV digital

Celular Semp Toshiba

A Semp Toshiba deve lançar no início de maio o primeiro aparelho de sua linha de celulares no Brasil. O produto, chamado CTV41, tem a missão de tornar a tecnologia mais popular entre os brasileiros. Inicialmente, o aparelho estará disponível apenas em São Paulo. Contra o modelo V820L, apresentado pela Samsumg na semana passada, a Semp Toshiba aposta no preço mais baixo. A Vivo, por enquanto a única operadora que vai oferecer o celular, deve disponibilizar o produto por R$ 1.099 em planos pré-pagos ou entre R$ 299 e R$ 899 dependendo das opções pós-pagas. O celular com TV da Samsung tem preço sugerido de R$ 1.499, mas possui tela maior e tecnologia 3G, que é inexistente no CTV41.

“A rede 3G ainda está começando, é muito incipiente no Brasil. Adotar esse tipo de tecnologia no produto poderia encarecê-lo demais para o grande público. Queríamos produzir um aparelho acessível”, afirma Jairo Siwek, diretor da divisão de mobilidade da empresa.

“Com esses congestionamentos [de São Paulo], as pessoas vão querer usar o celular apenas para ver televisão no carro, no ônibus”. O CTV41 será produzido na fábrica da empresa em Manaus –no total, a Semp Toshiba diz ter investido US$ 10 milhões no projeto.

O CTV41 tem ainda câmera fotográfica de 2.0 megapixels, MP3 player, Bluetooth e memória interna de 16 MBytes, com possível extensão para 2 Gbytes por meio de cartões de memória. A tela, sensível ao toque, por onde o usuário poderá ver a programação de TV aberta digital, tem 2,2 polegadas. A antena do aparelho é retrátil e pode ser destacada do aparelho.

Para ler notícia completa clique aqui.


GINGA no Fisl 9.0

Buscando maiores informações sobre as apresentações no Fisl sobre TV Digital, encontrei as seguintes descrições de quem esteve presente no evento. Abaixo segue o relato de Líus Fontenelle Carneiro

“Em mais uma interessante palestra do Marcelo Ferreira Moreno sobre o middleware brasileiro para TV Digital Interativa, o Ginga, foram mostradas estruturas e arquiteturas de vários modelos de middlewares de sistemas de TV Digital em vários países do mundo em comparação com o Ginga.

Uma das suas grandes vantagens é tirar proveito do atraso que teve para ser lançado para utilizar as melhores tecnologias disponíveis, propiciando o crescimento do serviço e prevendo seu desenvolvimento. O Ginga possui três subdivisões: O Ginga-NCL, que trata da parte de apresentação da aplicação interativa (layout), o Ginga-J, que trata da parte procedural e lógica da aplicação (feita em Lua e ECMAScript) e a Ponte, que liga os outros dois, feita em Java.

Vários exemplos reais foram mostrados durante a apresentação, e impressionam!

E para quem não foi, é possível ver um pouco da apresentação através do videocast, para visualizar clique aqui.